Essas limitações químicas do subsolo levam a uma menor exploração do volume do solo em profundidade, diminuindo a absorção de água e nutrientes dessa camada e aumentando os riscos de quedas na produtividade decorrentes de déficits hídricos causados por "veranicos" na estação das chuvas.
Quando essas limitações químicas forem diagnosticadas através da amostragem do solo e análise das camadas de 20 a 40 e, às vezes de 40 a 60 cm, como anteriormente mencionado, elas podem ser minimizadas pela aplicação superficial, a lanço, do gesso agrícola. As doses recomendadas são baseadas no teor de argila do solo.
Esta recomendação deve ser feita por profissional habilitado, em decorrência de alguns pontos importantes quanto ao uso do gesso agrícola:
O gesso deve ser aplicado após a calagem, nunca antes, se ela se fizer necessária;
Doses excessivas de gesso podem levar a grandes perdas de magnésio e potássio por lixiviação;
O efeito residual da aplicação de gesso, na dose correta, pode chegar a 4 ou 5 anos, não sendo, em geral, necessário reaplicá-lo antes desse período;
O gesso é, também, uma excelente fonte de cálcio e enxofre para as culturas e, quando aplicado na dose correta, supre perfeitamente a necessidade desses nutrientes.
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